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A tal dor de talentos. Até onde ela vai e como lidar com ela?

14 de jun. de 2023
5 min de leitura

Vivemos um momento de grandes dúvidas, questionamentos, uma enorme dor de talentos e diversas dificuldades. Acredito que pouco pode-se argumentar contra essa ideia!


Nesse contexto, dois termos têm ganhado destaque: VUCA (Volátil, Incerto ou Uncertainty em inglês, Complexo e Ambíguo) e BANI BANI (Frágil ou Brittle em inglês, Ambíguo, Não-linear e Incompreensível). Ambos surgiram baseados em estudos sobre a evolução das transformações comportamentais que passamos como sociedade e, principalmente, como organizações hoje em dia.


O termo VUCA foi utilizado pela primeira vez no contexto militar, mas acabou sendo adotado no mundo dos negócios para descrever a realidade atual de mercado, marcada por mudanças constantes e imprevisíveis. Empresas precisam lidar com cenários incertos e complexos, tomar decisões rápidas e adaptar-se a novas situações com agilidade.


Já o termo BANI é um complemento do VUCA, e se refere a características da realidade atual que tornam ainda mais difícil lidar com a volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. A fragilidade, por exemplo, significa que sistemas e estruturas que antes eram estáveis e confiáveis podem se tornar frágeis e falhar rapidamente. A não-linearidade significa que pequenas mudanças podem ter grandes impactos, e a incompreensibilidade significa que é difícil entender completamente as implicações de uma situação.


Nesse cenário cada vez mais incerto, ter as pessoas certas para lidar com essa instabilidade empresarial se torna fundamental.


Uma pesquisa de 2021 do LinkedIn comprova essa ideia: ela aponta que 83% das pessoas que lideram empresas (CEOs) pesquisadas têm como prioridade número um: ter o talento certo.


Interessante que não é capital, não é tecnologia, não é nenhum recurso finito, não acha?


Todos temas extremamente importantes para organizações, porém, a primeira prioridade para CEOs é ter pessoas que possam fazer o trabalho necessário para produzir e servir.


Na minha opinião, é fácil de entender essa necessidade: talentos resolvem todos os outros problemas de capital, tecnologia, recursos, etc. Os demais são apenas meio. As pessoas são a razão de tudo.


E talento certo é cada vez mais difícil de se encontrar. Pessoas capazes de realizar o trabalho das empresas. As altas taxas de desemprego em diversos países do mundo mostram um excesso de profissionais - são 208 milhões de pessoas de acordo com o Fundo Monetário Internacional.


Ao mesmo tempo, muitas vagas não são preenchidas mesmo após meses de sua abertura. Não há um dado oficial com o número de vagas abertas, porém é perceptível o tempo que muitas necessitam para ser preenchidas. Ou seja, de um lado, surgem cada vez mais posições novas e inovadoras, as quais não são preenchidas, já que demandam conhecimentos e habilidades antes não existentes (Por exemplo: uma demanda por "Especialista de ChatGPT", uma tecnologia disponível há poucos meses, me chamou a atenção recentemente). Do outro, há cada vez menos profissionais capacitados e, pior, capacitando-se. Quando somamos aí as questões culturais de cada organização, a equação fica ainda mais complicada. Afinal de contas, as culturas organizacionais são específicas e alinhadas às crenças e princípios de diferentes grupos de pessoas. O famoso fit com a posição, o alinhamento com o perfil, é a conjunção desses aspectos todos: técnicos, comportamentais e culturais. É isso que líderes de empresas no mundo todo mais buscam e o cenário não aponta para a resolução desse problema.


Ok, você pode então perguntar-me como produzimos mais e melhores talentos? Resposta simples: educação constante e ininterrupta de uma base de talentos dentro das empresas! Estou falando de não parar de formar pessoas. Nunca! Ou seja, ser um eterno aprendiz, como na música de Gonzaguinha.


Agora sim, vem a minha principal provocação: como educamos para viver esse mundo VUCA e BANI?


  1. Valorizar o ensino formal, ou seja, a educação de sala de aula. Ser uma pessoa professora hoje em dia é a função mais importante que a sociedade necessita, do meu ponto de vista. Através do ensino formal - isto é, aquele que pesquisou, estudou e comprovou teses, teorias e métodos - é possível começar a caminhada de crescimento. Todos temos de valorizar os professores. Vejo muitas organizações em dificuldade de criar oportunidades de sala de aula para seus colaboradores. Basta pensar como trazer educadores para o dia a dia das empresas.

  2. Promover meios de autoconhecimento. Apenas por meio de entender nossas capacidades e limitações técnicas e comportamentais podemos nos tornar melhores pessoas e, consecutivamente, profissionais. Quem sabe seus pontos de melhoria e aqueles os quais são suas fortalezas consegue mais facilmente encarar problemas, dos mais simples aos mais complexos.

  3. Oferecer oportunidades de desenvolvimento e aprendizado. Precisamos cada vez mais valorizar programas de desenvolvimento de talentos. Principalmente, os de jovens talentos. Tais oportunidades não apenas colocam novos profissionais à disposição do mercado, porém geram inovação por meio dos jovens.

  4. Mentoria e coaching se tornaram palavras da moda, eu sei, não à toa. São mais duas formas excelentes de desenvolvimento. A mentoria oferece a oportunidade de ganhar habilidades através da experiência de um/a profissional. O coaching é mais profundo, pois ataca os comportamentos. Com essas duas ferramentas, vencer as dúvidas que vivemos atualmente torna-se mais fácil. Os programas de desenvolvimento, inclusive, são grandes meios de promover mentoria e mentoria reversa, ou seja, jovens aprenderem técnicas com profissionais mais experiente e ensinarem sobre novas tendências e provocar insights de inovação.

  5. Finalmente, sou um grande defensor da iteração e para que ela ocorra é necessário TODAS as formas acima citadas de aprendizagem. É importante poder verificar constantemente com a gestão ou, melhor ainda, com o/a cliente se o que estamos fazendo é o que foi pedido. E baseado no feedback poder melhorar. E repetir isso diariamente. Sempre buscando aproximar-se ao máximo daquilo que é necessário para o/a cliente Acredito que os programas de desenvolvimento têm feito grandes avanços com essa importante técnica.


Todas essas formas de desenvolvimento, na minha opinião, quando combinadas e balanceadas - quero dizer que não é necessário estar em sala de aula todos os dias,porém recomendo voltar à ela vez ou outra - criam alternativas para aprender com as novidades que surgem, bem como enfrentar as surpresas do mundo atual. Seja uma pandemia, uma guerra, a great resignation, o quiet quitting, os layoffs, seja os avanços tecnológicos tais como a Inteligência Artificial. Basta não parar. E iterar, retroalimentar.


Claro, as empresas precisam preparar-se para atrair e reter os talentos. Implementar iniciativas e programas de recursos humanos que valorizem o desenvolvimento das pessoas é fundamental. Ações tais que permitam construção de um ecossistema de aprendizagem não controlado, porém que permita a conexão dos mais diversos meios de educação. Isto é, não é obrigatório ter um caminho engessado de crescimento, mas sim um meio de entender, reconhecer e promover mais educação.


E você? O que está fazendo para se desenvolver? E sua empresa, o que está fazendo para desenvolver você? E você, profissional de RH e líder, o que está fazendo para desenvolver suas pessoas? Boa reflexão!





59 comentários


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há 19 horas

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há 21 horas

https://shbet.town/ dạo này mình thấy có người nhắc tới khi nói về các nền tảng giải trí trực tuyến nên cũng thử mở vào xem cách họ bố trí giao diện ra sao. Mình không đi sâu vào nội dung hay từng trò cụ thể, mà chủ yếu quan sát cách các chuyên mục được phân chia trên trang và cách thông tin hiển thị cho người dùng. Nhìn tổng thể thì các khu như thể thao, casino, game bài hay slot thường được sắp xếp theo từng nhóm khá rõ, hiển thị dạng khối và danh sách nên lướt qua cũng dễ theo dõi. Các bảng dữ liệu được trình bày dạng cột khá gọn, giúp quan sát nhanh…

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há 3 dias

https://thoitiethomnay.org/dien-bien/ngay-mai/ mình vào xem thử vì đang phân vân mai có mưa không để còn tính chuyện giặt phơi. Trang nhìn đơn giản, kéo xuống là thấy bảng theo giờ luôn nên khỏi phải đoán mò, mỗi khung giờ có nhiệt độ với % mưa rõ ràng. Mình thấy hay ở chỗ có mấy gợi ý sinh hoạt kiểu nhắc tránh rửa xe khi độ ẩm cao hoặc có mưa rải rác, đọc lướt vài dòng là hiểu. Với lại có ghi thời điểm cập nhật số liệu khá cụ thể nên đỡ lo thông tin bị cũ. Nói chung mình chỉ cần xem nhanh 1-2 phút là nắm được ngày mai nên sắp xếp việc cho hợp, nhất là…

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há 3 dias

Ao ler artigos sobre a BetFury site, tento perceber se o texto apresenta factos verificáveis ou se apenas destaca aspetos favoráveis. A referência de 1.132 jogos ao vivo em 06/10/2026 é concreta, mas precisa de uma data porque o catálogo pode mudar. Também verificaria as condições atuais, a identidade do operador e as regras relevantes para a minha localização. Outro cuidado é confirmar quem publicou o artigo: um site independente pode abordar a BetFury sem pertencer à marca nem operar os jogos. Na minha opinião, uma avaliação equilibrada deve explicar os limites das informações e não apresentar dados temporários como garantias permanentes.

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há 7 dias

KQBD mình mới ghé thử vì thấy bạn bè hay nhắc, kiểu vào xem cho biết chứ không có nhu cầu gì sâu xa. Cảm giác đầu tiên là trang hiển thị kết quả khá “thẳng”, mở ra là thấy tỷ số cập nhật nhanh, không phải mò nhiều bước mới ra thông tin chính. Mình thích cái cách họ để phần tỷ số trực tuyến nhìn rõ ràng, liếc phát là nắm được trận nào đang diễn ra. Có lướt qua mục Ngoại hạng Anh thì thấy cũng tiện, vì vừa xem kết quả xong là nhìn được BXH thay đổi ra sao luôn. Nói chung chữ dễ đọc, mấy khối thông tin xếp gọn nên không bị rối…

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